{"id":1073,"date":"2020-04-28T08:51:05","date_gmt":"2020-04-28T05:51:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/?p=1073"},"modified":"2020-04-28T19:45:17","modified_gmt":"2020-04-28T16:45:17","slug":"combate-ao-bullying-uma-proposta-de-intervencao-inspirada-no-modelo-finlandes-verso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/combate-ao-bullying-uma-proposta-de-intervencao-inspirada-no-modelo-finlandes-verso\/","title":{"rendered":"Combate Ao Bullying: Uma Proposta De Interven\u00e7\u00e3o Inspirada No Modelo Finland\u00e9s \u201cVERSO\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p><em>Este artigo apresenta uma proposta de interven\u00e7\u00e3o pela aplica\u00e7\u00e3o de um programa de combate ao bullying em uma escola p\u00fablica do estado da Para\u00edba. O bullying est\u00e1 entre as quest\u00f5es importantes, urgentes e presentes no cotidiano escolar que devem ser discutidas no \u00e2mbito dos temas transversais. Trata-se de um tipo de viol\u00eancia presente nas escolas da maioria das na\u00e7\u00f5es do mundo e, no Brasil, as formas de bullying s\u00e3o semelhantes \u00e0s encontradas em outros pa\u00edses. As estrat\u00e9gias utilizadas e descritas foram inspiradas na experi\u00eancia finlandesa de um programa l\u00e1 conhecido como \u201cVerso\u201d, que opera na sensibiliza\u00e7\u00e3o e no treinamento de estudantes para atuarem como intermediadores de conflitos na escola, o que refor\u00e7a a pr\u00e1tica de cidadania e civilidade, al\u00e9m de desenvolver a autonomia e o protagonismo dos estudantes, habilidades desejadas para o S\u00e9culo XXI. Estabeleceu-se um plano de seis passos para a implementa\u00e7\u00e3o do programa: (I) Engajamento da comunidade escolar; (II) Sensibiliza\u00e7\u00e3o e engajamento dos estudantes para o exerc\u00edcio do papel de conciliadores; (III) Forma\u00e7\u00e3o e treinamento dos conciliadores; (IV) Atua\u00e7\u00e3o dos conciliadores; (V) Avalia\u00e7\u00e3o e ajustes. Entre os desafios encontrados na implanta\u00e7\u00e3o destacam-se a necessidade de esclarecimento e delimita\u00e7\u00e3o do escopo do programa (diferen\u00e7a entre conflito X delito) e falta de apoio dos gestores e do corpo discente. O resultado do trabalho resultou nas seguintes conclus\u00f5es: (1) o bullying \u00e9 um problema complexo que precisa ser encarado pela escola de maneira concreta e sistem\u00e1tica; (2) uma vez sensibilizados, os alunos t\u00eam muito interesse em ter essa quest\u00e3o tratada na escola, porque todos t\u00eam, de uma maneira ou de outra, experi\u00eancias com o bullying; (3) os desafios para a implementa\u00e7\u00e3o deste programa devem ser enfrentados com resili\u00eancia e confian\u00e7a no processo; (4) devido \u00e0 sua import\u00e2ncia, o tema deveria ser transformado em pol\u00edtica p\u00fablica, inclu\u00eddo no plano de governo para a \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Palavras-chave: Educa\u00e7\u00e3o. Bullying. Viol\u00eancia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1077\" aria-describedby=\"caption-attachment-1077\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1077 size-medium\" src=\"https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/47057837_502176866952214_710799486712020992_n-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/47057837_502176866952214_710799486712020992_n-300x225.jpg 300w, https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/47057837_502176866952214_710799486712020992_n-768x576.jpg 768w, https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/47057837_502176866952214_710799486712020992_n.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1077\" class=\"wp-caption-text\">Photo: Regina Lima<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Este artigo apresenta uma interven\u00e7\u00e3o realizada a partir da vis\u00edvel necessidade de se discutir um tipo de viol\u00eancia que ocorre dentro do ambiente escolar e que ainda \u00e9 vista como mera brincadeira: o bullying \u2013 qualquer situa\u00e7\u00e3o na qual um aluno, ou um grupo de alunos, provoca de forma intencional e repetidamente, danos f\u00edsicos (les\u00f5es) ou psicol\u00f3gicos (dor, m\u00e1goa, ang\u00fastia, tristeza) a outro aluno.<br \/>\nAlunos que s\u00e3o alvos de bullying tendem a ter problemas de autoestima e sentem-se inseguros para interagir com os colegas ou participar mais ativamente das aulas, gerando queda<br \/>\nno rendimento escolar. Muitos desenvolvem depress\u00e3o, procuram desculpas para n\u00e3o ir \u00e0 escola como forma de evitar o sofrimento, e outros chegam a desistir do ano letivo. Alguns sofrem de transtornos como automutila\u00e7\u00e3o e, nos piores casos, chegam ao suic\u00eddio. Os casos dessa consequ\u00eancia t\u00eam aumentado drasticamente a cada ano.<\/p>\n<p>Em 2016, foi sancionada pela ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff a Lei 13.277\/2016, que institui o dia 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e \u00e0 Viol\u00eancia na Escola. Esta data marca o anivers\u00e1rio da trag\u00e9dia da Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo (bairro do Rio de Janeiro) em 2011. Um ex-aluno, de 24 anos, invadiu uma sala de aula e atirou contra os estudantes. O atirador matou 11alunos e se suicidou em seguida. Os relatos apresentados por parentes e algumas mensagens deixadas pelo jovem dizem que ele sofreu bullying enquanto foi aluno da institui\u00e7\u00e3o, o que teria motivado o crime associado a algum tipo de dist\u00farbio mental que ele possivelmente teria. Outra data que alerta para o problema com o qual muitas crian\u00e7as e adolescentes vivem como parte da rotina nas escolas \u00e9 o Dia Mundial de Combate ao Bullying assinalado \u00e0 20 de outubro.<\/p>\n<p>Essas datas pretendem consciencializar a popula\u00e7\u00e3o para essa forma de viol\u00eancia, assim como apoiar e incentivar as v\u00edtimas a denunciarem situa\u00e7\u00f5es vividas. Por isso, \u00e9 dever da escola encontrar formas de prevenir esse problema, assim como promover a\u00e7\u00f5es que possam desenvolver a cultura da paz, da toler\u00e2ncia, do respeito e da solidariedade.<\/p>\n<p>Em 2017 tive a oportunidade de conhecer um pouco sobre o sistema educacional finland\u00eas por meio do Gira Mundo Finl\u00e2ndia, um importante programa de capacita\u00e7\u00e3o de professores da rede estadual da Para\u00edba, que leva professores a uma imers\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o finlandesa durante dois meses, acompanhados pela HAMK University. Na ocasi\u00e3o, pude conhecer as experi\u00eancias da Finl\u00e2ndia no combate ao bullying e chamou-me a aten\u00e7\u00e3o um programa governamental denominado Verso (que significa \u201cbroto\u201d em finland\u00eas), j\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada naquele pa\u00eds. Na Finl\u00e2ndia, o Verso apoia-se em procedimentos de treinamento dos pr\u00f3prios estudantes para atuarem como intermediadores de conflitos na escola como pr\u00e1tica de cidadania e civilidade.<\/p>\n<p>Na adapta\u00e7\u00e3o para uso em nossa realidade, o programa VERSO tornou-se um projeto pedag\u00f3gico e recebeu o nome de REVERSO, mantendo uma clara refer\u00eancia ao programa finland\u00eas, mas ampliando sua significa\u00e7\u00e3o em face de todas as conota\u00e7\u00f5es que esta palavra ganha em portugu\u00eas: avesso, convers\u00e3o, mudan\u00e7a, tudo que esperamos fazer no cotidiano escolar em rela\u00e7\u00e3o ao bullying.<br \/>\nEste artigo exp\u00f5e as a\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o desenvolvidas por meio de uma abordagem centrada no aluno, promovendo a media\u00e7\u00e3o de conflitos surgidos entre o corpo discente da<br \/>\nescola l\u00f3cus, a partir da intermedia\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios alunos. Para a efic\u00e1cia do processo de intermedia\u00e7\u00e3o, os estudantes mais velhos foram treinados para seguirem alguns princ\u00edpios e procedimentos de modo a pudessem atuar como \u201cconciliadores\u201d e intermediar a solu\u00e7\u00e3o de conflitos entre os colegas mais jovens.<\/p>\n<p><strong>1.1 OBJETIVOS<\/strong><\/p>\n<p>1.1.1 Objetivo Geral<\/p>\n<p>O projeto tem como objetivo geral reduzir os casos de bullying e desenvolver atitudes protagonistas que envolvam valores como respeito \u00e0s diferen\u00e7as e solidariedade entre todos.<\/p>\n<p>1.1.2 Objetivos espec\u00edficos<\/p>\n<p>S\u00e3o objetivos espec\u00edficos deste projeto:<br \/>\n&#8211; Trazer ao ambiente escolar as discuss\u00f5es sobre diversidade e direitos humanos;<br \/>\n&#8211; Discutir com os alunos as principais causas de bullying;<br \/>\n&#8211; Desenvolver a\u00e7\u00f5es educativas contra o bullying na unidade escolar;<br \/>\n&#8211; Construir coletivamente regras de conviv\u00eancia e contra o bullying na unidade escolar;<br \/>\n&#8211; Promover o protagonismo juvenil pelo incentivo \u00e0s ideias e cria\u00e7\u00f5es dos alunos para solu\u00e7\u00e3o desse problema;<br \/>\n&#8211; Contribuir para o desenvolvimento da leitura, por meio de textos que estimulem a reflex\u00e3o;<br \/>\n&#8211; Contribuir para o desenvolvimento da escrita, por meio da produ\u00e7\u00e3o de textos como relatos e artigos de opini\u00e3o;<br \/>\n&#8211; Contribuir para o desenvolvimento da oralidade, por meio da participa\u00e7\u00e3o em debates e do processo de media\u00e7\u00e3o;<br \/>\n&#8211; Contribuir para o desenvolvimento da criatividade, por meio da produ\u00e7\u00e3o de textos teatrais, campanhas e par\u00f3dias.<br \/>\n&#8211; Contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de paz e respeito que se estenda para fora dos muros da escola.<\/p>\n<p><strong>2 METODOLOGIA<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 metodologia, podemos afirmar primeiramente que se trata de um trabalho de pesquisa qualitativa, visto que n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com n\u00fameros, mas com as causas e efeitos do bullying no ambiente escolar.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pode-se classificar este trabalho como parte de uma pesquisa emp\u00edrica e de campo, realizada dentro da Escola Cidad\u00e3 Integral Monsenhor Pedro An\u00edsio Bezerra Dantas, institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica localizada na zona urbana de Jo\u00e3o Pessoa, capital da Para\u00edba. Em 2018, a escola atendia aproximadamente 300 alunos do Ensino Fundamental e M\u00e9dio. Este trabalho partiu da observa\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia do bullying no ambiente escolar e as a\u00e7\u00f5es planejadas tiveram a finalidade de testar a hip\u00f3tese de que haveria diminui\u00e7\u00e3o dos casos de bullying ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o de um programa de combate ao problema.<br \/>\nA primeira etapa do projeto dirigiu-se \u00e0 equipe escolar (professores e gestores) com o intuito de informar, sensibilizar e, assim, convencer os parceiros a apoiar o projeto, contribuindo em diferentes etapas do processo. Nesta reuni\u00e3o com os docentes e gestores apresentamos alguns slides apresenta\u00e7\u00e3o do Projeto Reverso com os principais conceitos que ele aborda: o que \u00e9 conflito, lideran\u00e7a, confian\u00e7a, intermedia\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m apresentaremos os materiais que seriam utilizados pelos estudantes moderadores: carteirinha e contrato de acompanhamento dos casos.<\/p>\n<p>Nesta ocasi\u00e3o, a equipe pedag\u00f3gica tamb\u00e9m p\u00f4de sugerir situa\u00e7\u00f5es relacionadas ao bullying para compor o formul\u00e1rio de pesquisa sobre tipos de bullying mais recorrentes na escola. Tamb\u00e9m solicitamos aos professores que observassem o comportamento de docentes os quais eles percebem com o perfil de l\u00edder pacificador e que pudessem participar do treinamento para ser um conciliador.<\/p>\n<p>A segunda etapa consistiu no trabalho voltado para o corpo discente. Iniciamos com a apresenta\u00e7\u00e3o do filme \u201cBang-bang: voc\u00ea morreu!\u201d (Guy Ferland, 2002) para as turmas do Ensino M\u00e9dio. O filme retrata a hist\u00f3ria de Trevor, um adolescente v\u00edtima de bullying, que preocupa os professores e familiares apenas quando amea\u00e7a explodir o time de futebol da escola. Para os estudantes do Ensino Fundamental, exibimos outro filme: \u201cExtraordin\u00e1rio\u201d (Stephen Chbosky, 2017), que retrata a vida de um menino que nasceu com uma deforma\u00e7\u00e3o e tem que lidar com a persegui\u00e7\u00e3o dos colegas. Ap\u00f3s assistir aos filmes, cada turma realizou, sob orienta\u00e7\u00e3o de um professor, rodas de conversa e textos escritos com opini\u00f5es sobre como cada personagem e sobre como cada escola lidara com a situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAp\u00f3s esse debate, os estudantes foram convidados a responder um pequeno question\u00e1rio para coleta de dados sobre os tipos de bullying que ocorriam com mais frequ\u00eancia na escola. Trata-se, portanto, de um levantamento diagn\u00f3stico, o que \u00e9 fundamental para o claro reconhecimento do fen\u00f4meno no contexto escolar. Os dados foram tabulados e os resultados apresentados sob a forma de gr\u00e1ficos para toada a comunidade escolar.<\/p>\n<p>Em seguida, iniciou-se uma campanha de combate ao bullying com uma data de culmin\u00e2ncia para apresenta\u00e7\u00e3o de poemas, cord\u00e9is, cartazes com frases, desenhos, informa\u00e7\u00f5es, infogr\u00e1ficos, gr\u00e1ficos com os resultados da pesquisa, esquetes, par\u00f3dias, etc. Cada turma teve um professor respons\u00e1vel para ajudar na apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Concomitantemente, um grupo de alunos volunt\u00e1rios iniciou o treinamento para exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de conciliadores. Os estudantes selecionados passaram por um treinamento transdisciplinar por meio de oficinas com din\u00e2micas para constru\u00edrem juntos os conceitos de confian\u00e7a, intermedia\u00e7\u00e3o, conflito, lideran\u00e7a e julgamento. Nesta etapa deixou-se claro para os alunos at\u00e9 onde vai a tarefa do mediador e qual deve ser a postura adotada por ele diante dos conflitos.<\/p>\n<p>De forma resumida, pode-se afirmar que o projeto foi organizado seguindo um programa de seis etapas, conforme exposto a seguir:<\/p>\n<p>I) Engajamento da comunidade escolar:<br \/>\n&#8211; Reuni\u00f5es e conversas com professores e gestores.<br \/>\n&#8211; Reuni\u00e3o com pais e respons\u00e1veis pelos alunos.<\/p>\n<p>II) Engajamento dos estudantes:<br \/>\n&#8211; Prepara\u00e7\u00e3o: Apresenta\u00e7\u00e3o e debate sobre os filmes: Bang-Bang: voc\u00ea morreu e Extraordin\u00e1rio<br \/>\n&#8211; Pesquisa: tipos de Bullying testemunhados ou sofridos na escola: conversas com estudantes, caixa para relatos an\u00f4nimos;<br \/>\n&#8211; Realiza\u00e7\u00e3o de din\u00e2micas sobre as consequ\u00eancias do bullying;<br \/>\n&#8211; Campanha antibullying: p\u00f4steres, poemas, desenhos, infogr\u00e1ficos, performances, par\u00f3dias, etc.<\/p>\n<p>III) Sele\u00e7\u00e3o dos alunos volunt\u00e1rios para o papel dos conciliadores:<br \/>\nOs estudantes foram convidados a participar das a\u00e7\u00f5es em hor\u00e1rio oposto \u00e0s aulas regulares.<\/p>\n<p>IV) Forma\u00e7\u00e3o de Conciliadores<br \/>\nPor meio de encontros e oficinas em etapas:<\/p>\n<p>&#8211; Prepara\u00e7\u00e3o: Consequ\u00eancias do bullying na identidade de quem o sofre;<br \/>\n&#8211; Conte\u00fado: constru\u00e7\u00e3o de conceitos relacionados \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o (confian\u00e7a, lideran\u00e7a, conflito, n\u00e3o julgamento, intermedia\u00e7\u00e3o etc.);<br \/>\n&#8211; Papel do conciliador: esclarecimentos para os estudantes em treinamento sobre o papel e a postura de um mediador de conflito;<br \/>\n&#8211; Procedimentos da concilia\u00e7\u00e3o: Forma\u00e7\u00e3o das etapas e procedimentos da concilia\u00e7\u00e3o de conflitos.<br \/>\nOs mediadores foram treinados para seguir as seguintes regras e princ\u00edpios de concilia\u00e7\u00e3o:<br \/>\n&#8211; Obriga\u00e7\u00e3o de confidencialidade: o que se discute e decide entre os conflitantes n\u00e3o ser\u00e1 difundido nem com outros adultos (pais) nem com outros colegas;<br \/>\n&#8211; Imparcialidade: o intermediador n\u00e3o expressar\u00e1 opini\u00f5es, nem tomar\u00e1 partido por nenhuma parte;<br \/>\n&#8211; Estabelecimento de solu\u00e7\u00f5es por conflitantes: a solu\u00e7\u00e3o para o conflito deve ser encontrada e discutida pelos pr\u00f3prios conflitantes;<br \/>\n&#8211; N\u00e3o penalidades: n\u00e3o ser\u00e1 aplicada nenhuma penalidade a qualquer estudante envolvido no conflito, prevalece o acordado entre as partes;<br \/>\n&#8211; Voluntariedade: a participa\u00e7\u00e3o no programa tem que ser inteiramente volunt\u00e1ria, tanto de parte dos conciliadores quanto de parte de alunos em conflito;<br \/>\n&#8211; Trabalho colaborativo: a intermedia\u00e7\u00e3o de conflitos n\u00e3o deve ser feita nunca individualmente, sempre colaborativamente entre pelo menos dois alunos.<\/p>\n<p>Os mediadores, no processo de media\u00e7\u00e3o, deviam seguir os seguintes passos no momento da intermedia\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n<p>1. Sauda\u00e7\u00e3o: Cumprimentar, perguntar aos conflitantes se desejam estar ali e procurar, juntos, uma solu\u00e7\u00e3o para o problema. Explicar o funcionamento do processo de concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2. Relato: Perguntar: \u201cO que aconteceu?\u201d. Instruir os conflitantes a falar alternadamente.<\/p>\n<p>3. Procura de Solu\u00e7\u00f5es: Perguntar \u00e0s partes por suas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es. Perguntar: \u201cComo voc\u00ea acha que essa situa\u00e7\u00e3o pode se solucionar?\u201d e \u201cVoc\u00ea pode prometer que a quest\u00e3o n\u00e3o acontecer\u00e1 de novo?\u201d<\/p>\n<p>4. Acordo e Assinatura: Escrever as solu\u00e7\u00f5es acordadas entre as partes. Perguntar a cada parte: \u201cO que est\u00e1 escrito neste contrato?\u201d. Pedir que cada parte assine o contrato.<\/p>\n<p>5. Ap\u00f3s a concilia\u00e7\u00e3o: Felicitar as partes. Arquivar a ocorr\u00eancia. Retomar a negocia\u00e7\u00e3o uma semana depois para ver se j\u00e1 se solucionou o problema. Em caso de o conflito continuar, buscar o estabelecimento de um novo acordo assinado entre as partes.<\/p>\n<p>V) An\u00e1lise do desempenho dos conciliadores:<\/p>\n<p>Estudantes que estavam atuando como conciliadores estavam sob a supervis\u00e3o e acompanhamento dos professores e gestores da escola.<\/p>\n<p>VI) An\u00e1lise dos dados recolhidos durante os procedimentos de intermedia\u00e7\u00e3o:<br \/>\nAs fichas de acompanhamento preenchidas durante os encontros de concilia\u00e7\u00e3o ficaram dispon\u00edveis para a dire\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para que fosse feito um acompanhamento dos envolvidos.<\/p>\n<p><strong>3 FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O TE\u00d3RICA<\/strong><\/p>\n<p>O bullying escolar \u00e9 um tipo de viol\u00eancia presente nas escolas da maioria dos pa\u00edses e, em cada um deles, estrat\u00e9gias de combate ao problema s\u00e3o organizadas conforme a realidade cultural e social de cada regi\u00e3o. No Brasil, segundo Ristum (2010), as formas de bullying s\u00e3o semelhantes \u00e0s encontradas em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>As atitudes agressivas se apresentam de diversas formas: colocar apelidos, humilhar, discriminar, bater, roubar, aterrorizar, excluir socialmente, divulgar coment\u00e1rios maldosos, entre outras tantas formas, incluindo casos de ciberbullying (BEAUDOIN; TAYLOR, 2006).<\/p>\n<p>Independentemente do tipo de bullying, h\u00e1 sempre que se observar a exist\u00eancia de determinados pap\u00e9is desempenhados pelos envolvidos: o autor, o alvo e as testemunhas, respons\u00e1veis, muitas vezes, por aplaudir ou servir apenas de expectadores passivos. O pesquisador Ristum (2010), em estudo realizado em escolas da Bahia, ressalta que h\u00e1 uma mobilidade entre esses pap\u00e9is: um estudante pode ser alvo em determinada situa\u00e7\u00e3o e autor em outra; as testemunhas podem ser futuros alvos ou tamb\u00e9m autores de bullying.<\/p>\n<p>Algumas formas de bullying s\u00e3o t\u00e3o frequentes que acabam se banalizando, sendo consideradas express\u00f5es normais de relacionamento entre os estudantes. Ristum (2010, p. 110) adverte para o fato de que \u201c[&#8230;] \u00e9 comum encontrarmos professores e pais que consideram muitos dos comportamentos de bullying como parte da fase de desenvolvimento da crian\u00e7a ou do adolescente\u201d. Infelizmente, \u00e0s vezes, as agress\u00f5es s\u00e3o tamb\u00e9m cometidas por funcion\u00e1rios e at\u00e9 por professores, que n\u00e3o compreendem a gravidade das feridas que se abrem no cora\u00e7\u00e3o daqueles que s\u00e3o v\u00edtimas. Certamente, \u00e9 esta uma das dificuldades para o enfrentamento dessa viol\u00eancia disfar\u00e7ada de brincadeira.<\/p>\n<p>De acordo com os Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (BRASIL, 2017) os temas transversais devem ser inseridos pelas diferentes disciplinas j\u00e1 existentes para a compreens\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da realidade social e dos direitos e responsabilidades relacionados com a vida pessoal e coletiva. O bullying est\u00e1, portanto, entre as quest\u00f5es importantes, urgentes e presentes no cotidiano que devem ser discutidas na escola por qualquer professor, em qualquer disciplina no eixo da \u00c9tica. Trata-se tamb\u00e9m de uma estrat\u00e9gia que pretende refor\u00e7ar a autonomia e protagonismo dos estudantes, habilidades desejadas para o S\u00e9culo XXI, as quais toda institui\u00e7\u00e3o de ensino deve procurar desenvolver nos educandos (DEMO, 2012).<\/p>\n<p>O bullying sofrido dentro da escola tamb\u00e9m aparece entre os motivos da evas\u00e3o escolar e do baixo rendimento acad\u00eamico, que afeta n\u00e3o apenas as v\u00edtimas, mas tamb\u00e9m os agressores, que apresentam \u201cdistanciamento dos objetivos da escola, e a supervaloriza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia como forma de obter poder\u201d (RISTUM, 2010, p. 111).<\/p>\n<p>Alunos que s\u00e3o alvos de bullying tendem a ter problemas de autoestima e sentem-se inseguros para interagir com os colegas ou participar mais ativamente da aula, gerando queda no rendimento escolar. Muitos desenvolvem depress\u00e3o, procuram desculpas para n\u00e3o ir \u00e0 escola como forma de evitar o sofrimento, e outros chegam a desistir do ano letivo. Alguns sofrem de transtornos como automutila\u00e7\u00e3o e, nos piores casos, chegam ao suic\u00eddio.<\/p>\n<p>De acordo com Moratelli (2013) um dos princ\u00edpios b\u00e1sicos da \u201cjusti\u00e7a restaurativa\u201d \u00e9 foco na reconstru\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os emocionais entre o ofendido e o ofensor. Por isso, as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam foco na cria\u00e7\u00e3o de puni\u00e7\u00f5es, mas na restaura\u00e7\u00e3o do sentimento de seguran\u00e7a e dignidade. O encontro de reflex\u00e3o e di\u00e1logo entre o ofensor e o ofendido pretende reparar os males emocionais causados pela viol\u00eancia. Por isso, as a\u00e7\u00f5es do projeto partiram da identifica\u00e7\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es ocorridas no ambiente escolar caracterizadas como bullying para a discuss\u00e3o sobre formas de melhorar a conviv\u00eancia entre os mais diversos grupos na escola, com vistas \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da amizade e de valores humanos como respeito e solidariedade.<\/p>\n<p><strong>4 RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Muitos foram os desafios enfrentados para alcan\u00e7ar os objetivos deste trabalho, desde a delimita\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es que possam ser consideradas como bullying at\u00e9 o alcance do engajamento de estudantes e professores. Entretanto, fazer o levantamento dessas dificuldades \u00e9 tamb\u00e9m demonstrar o esfor\u00e7o realizado para superar cada uma delas.<\/p>\n<p>4.1 Delimita\u00e7\u00e3o do escopo do projeto:<\/p>\n<p>Sendo a sociedade brasileira t\u00e3o complexa em sua constitui\u00e7\u00e3o, o primeiro desafio que nos surgiu na implementa\u00e7\u00e3o do projeto foi a necessidade de definir o escopo de sua atua\u00e7\u00e3o, considerando quest\u00f5es de cunho cultural e at\u00e9 mesmo legal impl\u00edcitas no processo.<br \/>\nPor exemplo, na pesquisa realizada entre os estudantes sobre os tipos de bullying vividos na escola, um dos mais comuns foi o \u201cfurto\u201d. No intuito de deixar claro o escopo da atua\u00e7\u00e3o dos mediadores, e pensando na seguran\u00e7a e integridade de todos os envolvidos, o treinamento<br \/>\nincluiu o debate e esclarecimentos sobre a diferen\u00e7a entre \u201cconflito\u201d e \u201cdelito\u201d, para que n\u00e3o restasse d\u00favida sobre quais tipos de quest\u00f5es poderiam ser mediados pelos estudantes ou o que caberia \u00e0s inst\u00e2ncias superiores da estrutura escolar. O Reverso pretende ser um espa\u00e7o de mobiliza\u00e7\u00e3o e protagonismo juvenil, por isso, qualquer evento conflituoso que extrapole a possibilidade de atua\u00e7\u00e3o dos jovens requer a interven\u00e7\u00e3o dos adultos.<\/p>\n<p>Num levantamento sobre as disparidades a serem levadas em considera\u00e7\u00e3o, os t\u00f3picos que mais chamaram a aten\u00e7\u00e3o estavam relacionados ao respeito \u00e0 hierarquia, \u00e0 possibilidade da pr\u00e1tica de pequenos delitos ou mesmo de agress\u00f5es f\u00edsicas, eventos que extrapolam o escopo do programa.<\/p>\n<p>4.2 Desafios relativos \u00e0 infraestrutura da escola:<\/p>\n<p>A ECIT Pedro An\u00edsio passou por grandes reformas durante o processo de aplica\u00e7\u00e3o deste projeto e, por vezes, n\u00e3o era poss\u00edvel reunir os estudantes em ambientes adequados ou ter acesso \u00e0 internet. Ao aplicarmos o princ\u00edpio de que menos \u00e9 mais, mantivemos em mente que pequenas a\u00e7\u00f5es causam mudan\u00e7as ao longo do tempo, e assim conseguimos nos concentrar em solu\u00e7\u00f5es e superar as dificuldades, buscando solucionar limita\u00e7\u00f5es, adaptando-nos da melhor forma poss\u00edvel \u00e0s circunst\u00e2ncias, sempre tendo em mente a ideia de simplificar, mas com objetividade e qualidade metodol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Dentre solu\u00e7\u00f5es encontradas, citamos abaixo algumas e suas contribui\u00e7\u00f5es:<br \/>\n&#8211; Padlet: Recurso virtual para den\u00fancia, ao qual o(a) aluno(a) pode ter acesso de qualquer lugar e a qualquer hora, por ser um instrumento de den\u00fancia online;<br \/>\n&#8211; Caixinha de den\u00fancia: Sem acesso \u00e0 internet, o estudante pode escrever seu desabafo, den\u00fancia ou sugest\u00e3o em qualquer papel, identificando-se ou anonimamente;<br \/>\n&#8211; Redes sociais: Foram utilizadas para expor trabalhos e discuss\u00f5es feitos na comunidade escolar, tanto para fazer com que o tema ultrapasse os muros da escola como tamb\u00e9m para servir de expositor virtual de trabalhos e materiais visuais que, em contexto de reforma, n\u00e3o podiam ser expostos no espa\u00e7o f\u00edsico;<br \/>\n&#8211; Parcerias: A parceria com outros professores foi importante para o desenvolvimento de atividades como: apresenta\u00e7\u00e3o dos filmes, din\u00e2mica da ma\u00e7\u00e3, discuss\u00f5es e acolhimento.<br \/>\n&#8211; Espa\u00e7o para concilia\u00e7\u00e3o: A concilia\u00e7\u00e3o p\u00f4de ser realizada na hora do intervalo ou em algum per\u00edodo de aula, tendo o professor autorizado a sa\u00edda do estudante.<\/p>\n<p>4.3 Desafios relativos \u00e0 falta de apoio de outros professores:<\/p>\n<p>Um dos principais obst\u00e1culos tem a ver com reduzida ades\u00e3o de outros professores em rela\u00e7\u00e3o ao projeto aplicado, seja pela grande quantidade de outras atividades a serem realizadas concomitantemente, e que j\u00e1 estavam previstas previamente no calend\u00e1rio escolar ou eram projetos de outros professores, seja pela dificuldade em compreender como aplic\u00e1vel a proposta no contexto de escolas da rede p\u00fablica.<\/p>\n<p>Em que pese a anu\u00eancia da gest\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o das suas atividades houve evidente lacuna quanto a um posicionamento mais ativo e efetivo para mobiliza\u00e7\u00e3o dos demais professores al\u00e9m da disponibilidade de espa\u00e7o para discuss\u00e3o do projeto e tempo maior nas reuni\u00f5es de planejamento para apresenta\u00e7\u00e3o das propostas e das a\u00e7\u00f5es ao longo do ano.<\/p>\n<p>4.4 Desafios relativos \u00e0 falta de participa\u00e7\u00e3o de pais e estudantes:<\/p>\n<p>Era necess\u00e1rio buscar engajar os pais e os pr\u00f3prios estudantes no Projeto. Por isso, no apresentamos alguns slides sobre o Projeto REVERSO com os principais conceitos que ele aborda: o que \u00e9 conflito, lideran\u00e7a, confian\u00e7a, intermedia\u00e7\u00e3o. Nessa ocasi\u00e3o, pedimos sugest\u00f5es da equipe pedag\u00f3gica sobre situa\u00e7\u00f5es que se encaixassem no formul\u00e1rio de pesquisa sobre tipos de bullying. Tamb\u00e9m solicitamos aos professores que procurassem identificar os alunos que percebessem que teriam o perfil de conciliador que pudessem participar do treinamento para exercer essa tarefa.<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o com pais e respons\u00e1veis o objetivo tamb\u00e9m foi de sensibilizar e atrair parceiros e\/ou colaboradores para o projeto. Antes de expormos a nossa proposta, apresentamos a tem\u00e1tica do bullying por meio de uma pequena din\u00e2mica que utiliza uma ma\u00e7\u00e3, al\u00e9m de slides sobre a forma\u00e7\u00e3o de cristais de \u00e1gua em ambientes com agress\u00f5es verbais. Tais atividades tinham como objetivo a sensibiliza\u00e7\u00e3o para as consequ\u00eancias do bullying na identidade daquele que o sofre.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os trabalhos envolvendo discuss\u00f5es, produ\u00e7\u00e3o de cartazes e atividades com canais de den\u00fancias e desabafos (padlet e caixa), a atividade da ma\u00e7\u00e3 foi realizada com os alunos do Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Em seguida, iniciamos o treinamento dos alunos volunt\u00e1rios em formato de oficina com as seguintes etapas:<\/p>\n<p>1\u00aa) Din\u00e2micas para construir junto aos alunos os conceitos de confian\u00e7a, lideran\u00e7a, conflito, n\u00e3o julgamento, intermedia\u00e7\u00e3o, esclarecimentos para os alunos at\u00e9 onde vai a tarefa do mediador e qual deve ser sua postura;<\/p>\n<p>2\u00aa) Dramatiza\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de bullying, do papel do conciliador e da metodologia espec\u00edfica do<\/p>\n<p>REVERSO para a media\u00e7\u00e3o de alunos em conflito. Tamb\u00e9m apresentamos os materiais que<br \/>\nseriam utilizados pelos estudantes moderadores: carteirinha e contrato de acompanhamento dos casos;<\/p>\n<p>3\u00aa) Simula\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de concilia\u00e7\u00e3o entre os volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>De forma mais ampla, foi poss\u00edvel perceber as mudan\u00e7as ocorridas no cotidiano escolar, a partir de todo o trabalho realizado de conscientiza\u00e7\u00e3o e de uso de estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e de concilia\u00e7\u00e3o para media\u00e7\u00e3o de conflitos entre os alunos que promovem e\/ou sofrem o bullying.<\/p>\n<p>O resultado mais vis\u00edvel est\u00e1 relacionado \u00e0s compet\u00eancias relacionais e emocionais: os estudantes estiveram mais dispon\u00edveis \u00e0 intera\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o tanto com seus pares quanto com os professores. Tamb\u00e9m foi poss\u00edvel perceber algumas mudan\u00e7as em muitos alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade de lidar positivamente com desafios, com dificuldades, com os pr\u00f3prios sentimentos e com os sentimentos dos outros, quando eles tentam colocar-se no lugar da outra pessoa.<\/p>\n<p>Tais mudan\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o de f\u00e1cil percep\u00e7\u00e3o, uma vez que estamos trabalhando com mudan\u00e7as de postura, de h\u00e1bitos e formas de pensar sobre si mesmo e o outro. Mudan\u00e7as na forma de pensar s\u00e3o muito dif\u00edceis de se alcan\u00e7ar, pois dependem de um trabalho persistente, prolongado e cont\u00ednuo.<br \/>\nNo que se refere \u00e0 avali\u00e7\u00e3o mais restrita, pode-se perceber entre os alunos maior participa\u00e7\u00e3o: nas discuss\u00f5es e reflex\u00f5es; nos momentos de leitura compartilhada de textos motivadores; em trabalhos colaborativos para cria\u00e7\u00e3o de cartazes, dramatiza\u00e7\u00f5es, pesquisas; produ\u00e7\u00e3o de textos escritos como relatos pessoais, reflex\u00f5es, mensagens e relat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A longo prazo, esperamos, nos pr\u00f3ximos anos, ver todo corpo docente, alunos e demais participantes do contexto escolar comprometidos no desenvolvimento de uma cultura de paz, respeito e solidariedade dentro e fora da escola.<\/p>\n<p><strong>5 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n<p>Sobretudo, o processo de desenvolvimnto deste projeto possibilitou aprendizagens de v\u00e1rias ordens a professores, estudantes e gestores:<\/p>\n<p>(1) O bullying \u00e9 um problema complexo que precisa ser encarado pela escola de maneira concreta e sistem\u00e1tica, para dirimir suas graves consequ\u00eancias na autoestima e no aproveitamento escolar de alunos e alunas;<\/p>\n<p>(2) Uma vez sensibilizados, os alunos apresentam muito interesse em ver essa quest\u00e3o tratada na escola, porque todos t\u00eam, de uma maneira ou de outra, experi\u00eancia com o bullying;<\/p>\n<p>(3) Os casos de viol\u00eancia ocorridos no ambiente escolar transcendem ao que se pode compreender como bullying. Em nossa pesquisa sobre tipos de bullying observados ou sofridos na escola, os estudantes fizeram refer\u00eancia, por exemplo, a casos de furto ou de agress\u00f5es f\u00edsicas. Isso nos d\u00e1 um diagn\u00f3stico do desejo de encontrar solu\u00e7\u00f5es para situa\u00e7\u00f5es em que se sentem inseguros. No entanto, nos vimos na necessidade de esclarecer a diferen\u00e7a entre bullying X delito, delimitando o escopo de atua\u00e7\u00e3o do Reverso, e definindo aquilo que compete a inst\u00e2ncias superiores na organiza\u00e7\u00e3o escolar. N\u00e3o se pode perder de vista que o Reverso tem como objetivo \u00faltimo oferecer ao alunado uma inst\u00e2ncia para aprendizagem de habilidades de socializa\u00e7\u00e3o que, possivelmente, n\u00e3o lhes s\u00e3o oferecidas pelas disciplinas do curr\u00edculo comum. N\u00e3o \u00e9 parte do programa, portanto, colocar os volunt\u00e1rios conciliadores em situa\u00e7\u00f5es de estresse psicol\u00f3gico ou de risco de sofrerem repres\u00e1lias de parte de pessoas envolvidas em atos delituosos.<\/p>\n<p>(4) Os desafios para a implementa\u00e7\u00e3o deste programa devem ser enfrentados com resili\u00eancia e paci\u00eancia, baseados nos princ\u00edpios de que \u201cmenos \u00e9 mais\u201d, na perspectivia de a\u00e7\u00f5es graduais, por\u00e9m persistentes &#8211; \u201clittle by little\u201d &#8211; e na confian\u00e7a no processo.<\/p>\n<p>(5) A implementa\u00e7\u00e3o desse programa lida com quest\u00f5es muito sutis da vida escolar e deve levar em considera\u00e7\u00e3o os tempos necess\u00e1rios para a assimila\u00e7\u00e3o da ideia por cada um dos grupos da comunidade escolar.<\/p>\n<p>(6) Devido \u00e0 sua import\u00e2ncia, acreditamos que a melhor maneira para garantir a continuidade do programa \u00e9 que ele seja transformado em pol\u00edtica p\u00fablica, inclu\u00edda no plano de governo para a \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, fazendo assim parte do calend\u00e1rio permanente de a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas transdisciplinares nesta e em outras unidades de ensino, a fim de garantir a participa\u00e7\u00e3o de gestores e professores e permitir sua continuidade. A luta contra essa viol\u00eancia n\u00e3o pode ser vista como um \u201cprojeto particular\u2019 de um professor, como um assunto para ser abordado em determinado dia do ano. Esse tema deve ser tratado com a seriedade que merece todos os dias do ano e por todas as pessoas que comp\u00f5em a comunidade escolar.<\/p>\n<p>Por tudo isso, v\u00ea-se a necessidade de que projetos como esse, que est\u00e3o ligados aos ideais da cultura da paz, sejam visto com tamanha import\u00e2ncia que todos os professores sejam sabedores do seu formato e atua\u00e7\u00e3o a fim de que sejam capazes de reconhecer situa\u00e7\u00f5es que possam ser alvo dos mediadores formados pelo projeto, o qual poder\u00e1 permanecer ativo nos anos vindouros, j\u00e1 que os estudantes j\u00e1 instru\u00eddos poder\u00e3o formar novos mediadores. Um trabalho integrado com os demais professores, mediado pela gest\u00e3o escolar trar\u00e1 resultados plenos para os objetivos propostos.<\/p>\n<div class=\"sc-toggle\"><div class=\"sc-toggle-title active\"><a href=\"#\">About the Author<\/a><\/div><div class=\"sc-toggle-content active\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1075 size-medium\" src=\"https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/Regina-Lima--300x295.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/Regina-Lima--300x295.jpg 300w, https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/Regina-Lima--1024x1008.jpg 1024w, https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/Regina-Lima--768x756.jpg 768w, https:\/\/blog.hamk.fi\/global-education\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2020\/04\/Regina-Lima-.jpg 1440w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Regina Claudia Custodio de Lima<\/strong><br \/>\nMaster in Portuguese Language (UEPB &#8211; State University of Para\u00edba)<br \/>\nParticipated in the Gira Mundo Finland Program sponsored by the State of Para\u00edba &#8211; Brazil (2017 &#8211; 2018).<br \/>\nTeaches Portuguese language in public elementary schools in Para\u00edba (Brazil).<\/div><\/div>\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>BANG-BANG, voc\u00ea morreu. T\u00edtulo original: Bang Bang You&#8217;re dead. Dire\u00e7\u00e3o: Guy Ferland. Produ\u00e7\u00e3o: Deboragh Gabler e Paul Hellerman. Roteiro: William Mastrosimone. Elenco: Ben Foster, Tom Cavanagh e outros. G\u00eanero: Drama. Estados Unidos: Paramount, 2002. 87 min., son., color. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KrSpOSrs97w&gt;.<br \/>\nBEAUDOIN, M. N.; TAYLOR, M. Bullying e desrespeito: como acabar com essa cultura na escola. Tradu\u00e7\u00e3o: Sandra Regina Netz. Porto Alegre: Artmed, 2006.<br \/>\nBRASIL. Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental. Par\u00e2metros curriculares nacionais: apresenta\u00e7\u00e3o dos temas transversais, \u00e9tica. Bras\u00edlia: MEC\/SEF, 1997.<br \/>\nDEMO, Pedro. Habilidades e Compet\u00eancias no S\u00e9culo XXI. 3. ed. Porto Alegre: Media\u00e7\u00e3o, 2012.<br \/>\nEXTRAORDIN\u00c1RIO. T\u00edtulo original: Wonder. Dire\u00e7\u00e3o: Stephen Chbosky. Produ\u00e7\u00e3o: Michael Beugg, Dan Clarke, Jeffrey Harlacker et alii. Roteiro: Stephen Chbosky, Steve<br \/>\nConrad, Jack Thorne. G\u00eanero: Drama. Estados Unidos: Lionsgate, Mandeville Films, Participant Media, Walden Media. Distribui\u00e7\u00e3o: Paris Filmes, 2017. 01 DVD. 113 min., son., color.<br \/>\nFINNISH FORUM FOR MEDIATION (SSF). VERSO-programme. Helsinki: Suomen sovittelufoorumi, 2017. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.ssfffm.com\/vertaissovittelu\/index.php?id<br \/>\n=IN%20ENGLIS&gt;. Acesso em: 03 dez. 2017.<br \/>\nKIVA INTERNATIONAL. KiVa Anti-Bullying Program. Homepage. Turku: Ministry of Education and Culture of Finland; University of Turku, 2017. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.kivaprogram.net&gt;. Acesso em: 03 dez. 2017.<br \/>\nMORATELLI, Paulo. Prevenindo a viol\u00eancia e promovendo a justi\u00e7a juvenil restaurativa: justi\u00e7a juvenil restaurativa e pr\u00e1ticas de resolu\u00e7\u00e3o positiva de conflitos. &#8211; Fortaleza: Terre des<br \/>\nhommes, 2013.<br \/>\nRISTUM, Marilena. Bullying escolar. In: ASSIS, Simone Gon\u00e7alves de (Org.). Impactos da viol\u00eancia na escola: um di\u00e1logo com professores. Rio de Janeiro: Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o; FIOCRUZ, 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RESUMO Este artigo apresenta uma proposta de interven\u00e7\u00e3o pela aplica\u00e7\u00e3o de um programa de combate ao bullying em uma escola p\u00fablica do estado da Para\u00edba. O bullying est\u00e1 entre as quest\u00f5es importantes, urgentes e presentes no cotidiano escolar que devem ser discutidas no \u00e2mbito dos temas transversais. 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